quinta-feira, 30 de abril de 2009

OLHOS NOS OLHOS

OLHOS NOS OLHOS

Uma das reações que mais fazem refletir sobre o comportamento dos homossexuais é o fato de baixar a cabeça ao cruzar com algumas pessoas na rua, principalmente, com grupos de homens. Muitos alegam que é algo mais que a vergonha: é medo. Medo de ser agredido, física e moralmente, de perder a dignidade diante de piadas e zombarias. Muito mais que chorar por dentro, o que é preciso é fazer valer cada nesga de respeito que a sociedade deveria reservar. Pela falta de apoio da família e dos demais integrantes da rotina de uma criança, chegar em casa e correr para o quarto magoado por ter sofrido algum tipo de humilhação na rua ou na escola vai se tornar por demais comum; o resultado de tudo, além da falsa culpa de ter crescido homossexual, será uma fase adulta frustrada e que, assustado, se tornará incapaz de olhar diretamente nos olhos das pessoas. A escola é o principal lugar onde a insegurança vai ser incutida, onde a pessoa tem os primeiros contatos com a discriminação do mundo. Mas o mundo também acarreta em aprendizado, experiência, e a maturidade revela que o amor próprio necessita estar sempre acima de qualquer sentimento. Está na hora de parar de andar cabisbaixo, de mostrar pras pessoas que o orgulho está em ser diferente: diferente na forma de pensar e diferente por respeitar a ignorâncias dos outros. Não é uma tarefa fácil, mas é uma escolha que deve se tornar diária. Cada um precisa se fazer respeitar em qualquer estabelecimento público e privado, como bares, supermercados, shopping, hospitais, entre outros. Se isto não ocorrer, não ter vergonha é primordial, o próximo passo é denunciar os agressores à polícia e lutar por seus direitos.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A PARADA DA DIVERSIDADE EM RECIFE

A PARADA DA DIVERSIDADE EM RECIFE
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Apesar de todas as propostas de defesas dos direitos dos homossexuais, a Parada da Diversidade deixa um pouco a desejar. Primeiro, tudo começa na segmentação das idéias da própria Parada: no último ano, aqui na cidade, o grito do movimento seria em busca de punições contra o preconceito, por exemplo. Todos deveriam se encaixar num padrão de "caras pintadas" em busca de um solo mais firme no ambiente pernambucano, livre de olhares receosos e de comentários que ferissem a honra de qualquer um. Ao contrário do que se esperava, os trios elétricos saíram às ruas bradando por mais espaço na Av. Boa Viagem lotada de pessoas seminuas encenando uma verdadeira bacanal. O trio responsável pela abertura da Parada, mesmo com uma pobre ideologia, foi ofuscado pelo trio da Boate Metrópole que tocava todas as músicas que predominam nas rádios jovens. Grande parte dos homossexuais não está preparada para encarar um movimento tão importante quanto à Parada. Se esquecem que existem crianças abandonadas em orfanatos, e que a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e, seguidamente, a adoção por estes casais resolveria, em parte, o problema. Por mais que se tente informar, a hipocrisia vai armar uma competição de quem grita mais alto, onde a verdadeira disputa deveria ser quem brigaria mais pela causa. A sociedade se choca com o que vê em plena avenida; e o que acaba acontecendo é, apenas, mais preconceito.