A PARADA DA DIVERSIDADE EM RECIFE .
Apesar de todas as propostas de defesas dos direitos dos homossexuais, a Parada da Diversidade deixa um pouco a desejar. Primeiro, tudo começa na segmentação das idéias da própria Parada: no último ano, aqui na cidade, o grito do movimento seria em busca de punições contra o preconceito, por exemplo. Todos deveriam se encaixar num padrão de "caras pintadas" em busca de um solo mais firme no ambiente pernambucano, livre de olhares receosos e de comentários que ferissem a honra de qualquer um. Ao contrário do que se esperava, os trios elétricos saíram às ruas bradando por mais espaço na Av. Boa Viagem lotada de pessoas seminuas encenando uma verdadeira bacanal. O trio responsável pela abertura da Parada, mesmo com uma pobre ideologia, foi ofuscado pelo trio da Boate Metrópole que tocava todas as músicas que predominam nas rádios jovens. Grande parte dos homossexuais não está preparada para encarar um movimento tão importante quanto à Parada. Se esquecem que existem crianças abandonadas em orfanatos, e que a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e, seguidamente, a adoção por estes casais resolveria, em parte, o problema. Por mais que se tente informar, a hipocrisia vai armar uma competição de quem grita mais alto, onde a verdadeira disputa deveria ser quem brigaria mais pela causa. A sociedade se choca com o que vê em plena avenida; e o que acaba acontecendo é, apenas, mais preconceito.

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